Auditoria descobre sonegação fiscal de 

mais de R$ 1,5 milhão 

feita por fornecedores 

do Governo do RN

Segundo a Controladoria Geral do RN, empresas que fornecem alimentação para os restaurantes populares cancelavam notas fiscais após entregarem documentos para o estado.

Casos foram descobertos dentro do programa Restaurante Popular do governo estadual. (Arquivo) — Foto: Rayane Mainara
Casos foram descobertos dentro do programa Restaurante Popular do governo estadual. (Arquivo) 
— Foto: Rayane Mainara

Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado descobriu sonegações
 fiscais realizadas por empresas que prestam serviço ao próprio 
governo do Rio Grande do Norte. De acordo com o 
controlador-geral, Pedro Lopes, as empresas faziam as 
notas fiscais, entregavam ao governo para receber o pagamento 
pelo serviço, mas cancelavam o registro em seguida, deixando 
de pagar os impostos federais e estaduais. Mais de R$ 1,6 milhão 
deixaram de ser pagos aos cofres estaduais, ainda segundo ele.
De acordo com o Pedro Lopes, essa foi mais uma descoberta realizada
 durante as apurações a respeito do programa de Restaurantes 
Populares, que fornece alimentação com preço subsidiado à população. 
De acordo com ele, inicialmente foi descoberto que parte das
 empresas cobravam ao estado mais do que forneciam. 
"Passamos a fazer o controle e reduzimos o custo em
 R$ 2 milhões por mês", afirmou ao G1.
Durante as investigações, a Controladoria começou a regular 
os custos através da nota fiscal. "Levantamos R$ 15,9 milhões 
em notas fiscais que foram entregues e pagas pelo estado. 
Só que as empresas, depois que recebiam, ou devolviam,
 ou cancelavam a nota, ou seja o tributo não era pago", explicou.
Segundo o controlador, pelo menos quatro empresas foram flagradas. 
O caso foi repassado à Secretaria de Estado de Tributação (SET),
 que emitiu multas e autos de infração às empresas. 
"Só uma delas pagou R$ 500 mil", revelou.

A Secretaria de Tributação também poderá informar o caso 
à Polícia Civil, que poderá investigar crime de ordem financeira.
"Nós vamos continuar esse trabalho. Tem outras empresas
 que estamos investigando e também vamos sugerir ao 
Tribunal de Contas do Estado um trabalho semelhante 
nos contratos dos municípios", afirmou Lopes.

Fonte: G1 rn

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